sábado, 28 de novembro de 2009

10 - JOR NAL DE PAREDE * Os 3 da vida airada...



PS, PSD e CDS chumbam inquérito parlamentar sobre voos CIA
PS, PSD e CDS-PP rejeitaram esta quinta-feira a constituição de uma comissão de inquérito parlamentar para investigar responsabilidades do actual e anteriores Governos na alegada utilização do espaço aéreo nacional para actividades ilegais da CIA.
A comissão de inquérito foi proposta pelo PCP e contou com o apoio das bancadas do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista «Os Verdes».
No debate em plenário desta proposta, que decorreu quarta-feira, PS, PSD e CDS-PP justificaram a rejeição da comissão de inquérito por considerarem que não há quaisquer provas de ilegalidades.
«Não se pode apurar responsabilidades de factos que não tiveram lugar», defendeu o socialista Vera Jardim, considerando que um inquérito parlamentar sobre este assunto «não é adequado, não é proporcional, não é oportuno».
(…)
Diário Digital / Lusa
11-01-2007 20:16:00

Migrado de outro espaço.

domingo, 22 de novembro de 2009

13 - CALEIDOSCÓPIO * Desespero



Os lábios comprimidos.

Na roxa cicatriz,

os silêncios feridos.








José-Augusto de Carvalho
22 de Novembro de 2009.

sábado, 21 de novembro de 2009

13 - CALEIDOSCÓPIO * Saudação



Saúdo o Tempo que passa

e me leva em seu passar,

porque a inércia não existe.





José-Augusto de Carvalho
Évora*Portugal, 17/11/2009.
.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

13 - CALEIDOSCÓPIO * Dia



Distinguem com honrarias



alguns dias de entre os mais...



Para quando sempre o Dia?



José-Augusto de Carvalho
26 de Março de 2005.
Viana*Évora*Portugal

domingo, 15 de novembro de 2009

13 - CALEIDOSCÓPIO * Discórdia



Quando tu gritaste isto é meu,

logo a discórdia corrompeu

o nosso da fraternidade.

José-Augusto de Carvalho
22 de Abril de 2004.

Viana*Évora*Portugal

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

05 - REFLEXÕES * Caminhos...



Impenitente aprendiz, registo os sinais da memória vigilante. Aqui, é um caminho sem pressa de chegar; alí, é um valado bem guardado de silvas, amodorradas ao sol, enquanto as suas amoras amadurecem a saborosa guloseima da passarada; além, é o monte silencioso, no abandono da terra; mais além, em todo o derredor, é o azul, numa campânula celeste de parada beleza.


Ah, Se fores ao Alentejo, / não bebas em Castro Verde, / que as fontes cheiram a rosas / e a água não mata a sede.


O silvo de um comboio corta o silêncio. Os carris rasgam a imensidão das herdades. São raras as povoações que serve neste percurso ferroviário do Barreiro à Funcheira. Muitas das estações ficam a uma distância de quilómetros. Algumas já foram desactivadas e, ao abandono, arruinam-se. O critério que determinou o rasgar desta Linha de Sul não teve seguramente a finalidade de servir as populações. Assim foi no século XIX, assim foi no século XX, assim continua neste século XXI.


Aqui, as minhas primeiras idas a Lisboa eram uma aventura: de churrião, cumpria os quatro quilómetros da vila até à estação, estação que foi desactivada, se a memória me não trai, na década de sessenta do século XX. Hoje, para utilizar a linha férrea, terei de cumprir seis quilometros, de táxi, até à estação mais próxima, situada noutro concelho.
Uma maravilha de serviço público!


Há cerca de ano e meio, devido a internamento hospitalar de minha mulher, em Évora, durante um mês, utilizei, diariamente, o transporte colectivo rodoviário. Apenas de segunda a sexta-feira, por não haver esse transporte aos sábados, domingos e feriados.
Outra maravilha de serviço público!


Este é o país real.


Até sempre!
Gabriel de Fochem