terça-feira, 19 de outubro de 2010

10 - JORNAL DE PAREDE * Halloween


(De “Cartas de uma judia a um pastor”)


Caro Pastor,

Em seu sermão, você falou nos males de se comemorar Halloween. Isto me fez lembrar de algumas coisas.
Natal é o Solstício de Inverno, uma festa nórdica pagã. Para apaziguar e satisfazer o povo, a Igreja comprometeu as profecias escritas na Bíblia, erradicou diversos de seus livros (agora considerados "Apócrifos"), e promoveu a maior fraude de todos os tempos: o Natal, inclusive com Iggdrasil, a árvore eternamente verde da mitologia nórdica.
Amigo, se formos erradicar cada festividade pagã de nosso calendário, vamos lá – comecemos por aqui mesmo, erradicando o Natal.
Para começo de conversa, de acordo com as Escrituras, tanto judias quanto cristãs, Jesus teria que ter nascido em outubro, durante as festividades de Succot (a Festa dos Tabernáculos), quando os pastores ainda podiam estar “nos campos com as ovelhas”. Em dezembro, amigo, nem mesmo o pastor mais lunático estaria fora à noite, em campos cobertos de neve. Muito menos ovelha!
Como você pode ver, se vamos ser exatos, cortemos o Festival de Inverno do Natal, com seus bonecos loiros representando um Jesus nórdico, em um Festival nórdico de orgia invernal.
Cortemos também a Páscoa, já que estamos cortando tudo, porque ela não tem nada a ver com o histórico bíblico da ressurreição do Cristo, que aconteceu três dias depois do Shabbat, portanto numa quinta-feira, logo após a Passover que, naquele ano, caiu bem no Shabbat. É só estudar os festivais através dos séculos, e tem-se a data.
Vamos também dar um fim no Dia de Ação de Graças - Thanksgiving -, que comemora o fim, sem nunca ter havido um começo, da boa vontade dos Peregrinos, recém-chegados ao Novo Continente, para com os nativos americanos. Logo depois disto, eles começaram a roubar a terra deles, matando-os e destruindo suas tradições – tudo em nome de fazer para si mesmos um lugar onde pudessem ser livres para “adorar a Deus”...
Vamos nos livrar também do Dia da Bandeira, Dia do Soldado, Dia da Descoberta da América... ora, todos os feriados, já que eles, todos eles, sem nenhuma exceção, comemoram a vitória de um grupo, com a destruição de outro.
Agora voltemos ao Halloween, Dia das Bruxas, que deu início a tudo isto. Ele existe? Sim. É o Dia dos Mortos, no qual, aqui no Brasil e em muitos países, as pessoas vão aos cemitérios honrar seus parentes falecidos. E por que não? Abraão honrou o local onde Sara fora enterrada. José honrou seus próprios ossos e ordenou que fossem levados à Terra Prometida. Segundo o Novo Testamento, Jesus foi colocado na tumba de um homem rico. Honrar os mortos com um dia especial não tem nada a ver com o mal. O que há de errado nisto?
Deixe que as crianças brinquem, meu amigo. Exorcizemos Halloween, fazendo com que flores cresçam onde descansam cinzas. Por que lutar com medo contra o que se vê como sendo o mal? Encaremos nossos medos! Deus fez cada um dos dias. “Este dia foi feito pelo Senhor. Vamos nos regozijar e ser felizes nele.” Salmos 118:24.
Deixe que as crianças se fantasiem, brinquem, comam doces: cada dia pretence ao Senhor, deixe-os se regozijarem e serem felizes nele. Até mesmo o Novo Testamento diz, em Tito 1:15: “Para o puro todas as coisas são puras, mas para os impuros e descrentes, nada é puro; mas até a mente e a consciência deles está corrompida.”
Bom, agora que você está completamente horrorizado e perguntando-se de onde fui tirar todas estas idéias, deixe-me contar-lhe: é sempre bom basear sua fé em fatos reais. Até mesmo o Cristo – ele baseou suas obras e suas palavras no que Deus já havia feito aos judeus e não nos temores do povo. Ele rompeu todas as regras, mantendo apenas o essencial: pureza e amor – que são os atributos de Deus.
Tudo o mais é somente isto, meu amigo: tudo o mais...

Dalva, inutilmente abrindo a boca
Dalva Agne Lynch * www.dalvalynch.net

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

02 - POESIA VIVA * La Poesía es un arma cargada de Futuro

Gabriel Celaya (Espanha, 1911-1991)



Cuando ya nada se espera personalmente exaltante,
mas se palpita y se sigue más acá de la conciencia,
fieramente existiendo, ciegamente afirmado,
como un pulso que golpea las tinieblas,

cuando se miran de frente
los vertiginosos ojos claros de la muerte,
se dicen las verdades:
las bárbaras, terribles, amorosas crueldades.

Se dicen los poemas
que ensanchan los pulmones de cuantos, asfixiados,
piden ser, piden ritmo,
piden ley para aquello que sienten excesivo.

Con la velocidad del instinto,
con el rayo del prodigio,
como mágica evidencia, lo real se nos convierte
en lo idéntico a sí mismo.

Poesía para el pobre, poesía necesaria
como el pan de cada día,
como el aire que exigimos trece veces por minuto,
para ser y en tanto somos dar un sí que glorifica.

Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejan
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno.
Estamos tocando el fondo.

Maldigo la poesía concebida como un lujo
cultural por los neutrales
que, lavándose las manos, se desentienden y evaden.
Maldigo la poesía de quien no toma partido hasta mancharse.

Hago mías las faltas. Siento en mí a cuantos sufren
y canto respirando.
Canto, y canto, y cantando más allá de mis penas
personales, me ensancho.

Quisiera daros vida, provocar nuevos actos,
y calculo por eso con técnica qué puedo.
Me siento un ingeniero del verso y un obrero
que trabaja con otros a España en sus aceros.


Tal es mi poesía: poesía-herramienta a la vez que latido de lo unánime y ciego. Tal es, arma cargada de futuro expansivo con que te apunto al pecho.
No es una poesía gota a gota pensada. No es un bello producto. No es un fruto perfecto. Es algo como el aire que todos respiramos y es el canto que espacia cuanto dentro llevamos.
Son palabras que todos repetimos sintiendo como nuestras, y vuelan. Son más que lo mentado. Son lo más necesario: lo que no tiene nombre. Son gritos en el cielo, y en la tierra son actos.

sábado, 21 de agosto de 2010

02 - POESIA VIVA * Balada para los poetas andaluces de hoy


Federico García Lorca
(assassinado em 1936)





¿Qué cantan los de ahora?
¿Qué miran los de ahora?
¿Qué sienten los de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran, ¿pero dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten, ¿pero dónde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parece que están solos.
¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los mares y campos andaluces no hay nadie?
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quien mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oiréis que oyen otros oídos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabréis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado.
Su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.
¿Qué cantan los de ahora?
¿Qué miran los de ahora?
¿Qué sienten los de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran, ¿pero dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten, ¿pero dónde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parece que están solos.
¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los mares y campos andaluces no hay nadie?
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quien mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oiréis que oyen otros oídos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabréis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo
encerrado. Su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.



Rafael Alberti. 

Ora marítima, 1953.

sábado, 14 de agosto de 2010

10 - JORNAL DE PAREDE * Carta Aberta


Carta Aberta
aos responsáveis pelo Forum Fernando Pessoa, em Poesía Pura


Exmos. Senhores:

Oportunamente, publiquei neste Forum Fernando Pessoa, sob o título «6 de agosto de 1945, nunca mais!», um poema do grande Poeta Vinicius de Morais e outro meu.
Quiseram alguns leitores honrar-me com comentários. Agradeci e reitero, agora, esses agradecimentos.
Paralelamente, apercebi-me de uma agitação entre alguns membros deste Forum. Porque não fui visado, não interferi nem tinha que interferir. Fiquei, evidentemente, desagradado com a situação e perplexo por não me ter apercebido de qualquer tomada de posiçao por parte de V. Exas.
Verifiquei, há momentos, que este espaço da minha publicação supra mencionada foi amputado de alguns textos. Ora, porque não descortino qualquer plausibilidade para este acto de grosseira censura, solicito a V. Exas. as indispensáveis explicações.
Independentemente da legitimidade que me assiste neste meu pedido e no dever de V.Exas. em atendê-lo, a bem da claridade, da transparência e da honestidade intelectual, sinto informar que todo o sucedido me retira condições para continuar colaborando no Forum Fernando Pessoa. Nesta hora de despedida, saúdo todos quantos me honraram com a sua estima.
Na expectativa da resposta que V.Exas. não deixarão de dar-me, subscrevo-me com a devida consideração.

José-Augusto de Carvalho
12 de Agosto de 2010.
Viana * Évora * Portugal

PS- Reservo-me o direito de publicitar esta carta aberta noutros espaços.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

10 - JORNAL DE PAREDE * Da manipulação


Neste tempo que vivemos, que transformou a esperança no dia de amanhã numa ansiedade angustiada, creio ser oportuno meditar no texto abaixo.




CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA
O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a at enção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.


4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…


7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.


8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…


9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!


10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

terça-feira, 27 de julho de 2010

10 - JORNAL DE PAREDE * Assim vai a Junta de Freguesia de Alvalade, em Lisboa


Diz um velho rifão: «Se queres ser bom, morre ou vai-te!...»

Pois é, a Assembleia de Freguesia de Alvalade, em Lisboa, não pensa assim.
Casualmente, chegou às minhas mãos o PRESTA CONTAS nº.17, da CDU, correspondente aos meses de Junho e Julho de 2010. E leio:



«A Assembleia de Freguesia de Alvalade, reunida em 24 de Junho de 2010, delibera manifestar o seu profundo pesar, a sua enorme mágoa pela morte do escritor José Saramago e expressar as suas sentidas condolências à sua companheira Pilar del Rio e restante família.»
Voto de pesar recusado com 4 votos a favor (1 PCP e 3 PS) e 7 votos contra (PSD).


Votos de pesar apresentados por outro partido:

O PCP votou a favor de um voto de pesar pelo falecimento de José Saramago.

(Aprovado com 7 votos a favor e 4 abstenções.)

O PCP votou a favor de um voto de pesar pelo falecimento de Saldanha Sanches.

(Aprovado com 10 votos a favor e um voto contra.)
O PCP votou a favor de um voto de homenagem a Tito de Morais, por ocasião dos cem anos do seu nascimento.
(Rejeitado com 4 votos a favor e sete votos contra.)

Assim vai a Freguesia de Alvalade, em Lisboa...


José-Augusto de Carvalho

segunda-feira, 26 de julho de 2010

10 - JORNAL DE PAREDE * Ainda Israel

El diputado Jordi Pedret, iba a Gaza con sus compañeros a visitar
proyectos educativos, sanitarios y los campamentos de la ONU.(Foto:Efe)

Israel niega entrada a Gaza a políticos para evitar que sean ''manipulados''
El diputado Jordi Pedret, iba a Gaza con sus compañeros a visitar proyectos educativos, sanitarios y los campamentos de la ONU.(Foto:Efe)
Autoridades israelíes le impiden el paso, a cuatro diputados españoles, a la Franja de Gaza. ''Veníamos a visitar proyectos educativos, sanitarios y los campamentos de verano de la ONU'', aseguró un parlamentario socialista. Por su parte, el gobierno israelí asegura que la negativa se debe a que Hamas se aprovecha de las visitas para manipular.


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TeleSUR _ Hace: 16 horas

Israel no autorizó la entrada de cuatro diputados socialistas españoles que invistados por la ONU se disponían este domingo a visitar la Franja de Gaza, pues aseguran que la entrada a ministros y políticos a Gaza no está permitida para imperdir que Hamas "manipule" a los visitantes. . "Veníamos a visitar proyectos educativos, sanitarios y los campamentos de verano de la Organización de Naciones Unidas (ONU)", aseguró el socialista Jordi Pedret."En ningún caso se puede interpretar como una visita de apoyo a Hamas. Pero si Israel no nos deja ver lo que pasa dentro de Gaza, entonces nace la legítima sospecha de que cuando la ONU habla de que los problemas en Gaza son en parte consecuencia del bloqueo, tiene razón", reclamó el diputado.Por su parte, Fátima Aburto, quien también forma parte de la misión, relató que los israelíes comunicaron la decisión por medio del Consulado General español en Jerusalén, sin ofrecer explicaciones. El portavoz del Ministerio de Exteriores israelí, Yigal Palmor, negó que no se haya explicado la situación y dijo que la razón es que "Hamas aprovecha para manipular la visita". "Les hemos dicho, que nos hemos dado cuenta de que cada vez que políticos o ministros entran en Gaza, Hamas aprovecha para manipular la visita y hacer creer que se trata de un acto de legitimación y reconocimiento por parte de la comunidad internacional. Por eso hemos decidido no permitirles la entrada", insistió Palmor. De este modo, "no se puede permitir la entrada regular en Gaza de políticos a nivel parlamentario o ministerial", subrayó."Estamos indignados. Consideramos un error que Israel trate de ocultar la situación en la región. Nosotros no somos ninguna flotilla, sino parlamentarios españoles que hemos venido en coordinación con la Agencia de Naciones Unidas para los Refugiados Palestinos (Unrwa), subrayó Aburto.El grupo de los cuatro diputados españoles: Fátima Aburto, José Antonio Peres Tápies, Jordi Pedret y Meritxell Cabezón, del Intergrupo Parlamentario por Palestina, tenía previsto llegar este sábado a la Franja, invitados por Unrwa. Pese a la problemática, Pedret aclaró que continuarán con el resto del programa, que apunta la visita a Cisjordania y Jerusalén Este. La delegación "seguirá con el programa visitando los proyectos de la Unrwa fuera de Gaza y tendrá también encuentros con movimientos sociales y con palestinos e israelíes que trabajan por la paz", afirmó Pedret.A pesar que el portavoz del ministerio israelí afirma que "no se oculta nada de lo que está pasando en Gaza", la diputada dijo que entendía que "si tienen que ocultar la verdad es porque algo muy malo hay detrás" y el hecho de que no le dejen entrar a territorio palestino "es bastante sospechoso".Los parlamentarios socialistas, que llegaron este jueves a Israel, permanecerán en la nación con el objetivo de visitar las ciudades cisjordanas de Ramala, Belén y Hebrón. En esta última, los diputados se desplazarán acompañados por los integrantes de la organización Rompiendo el Silencio, formada por ex militares y militares en la reserva israelíes. La organización Rompiendo el Silencio, denuncia los abusos del Ejército de Israel en los territorios ocupados palestinos.La Alta Representante de Política Exterior y de Seguridad de la Unión Europea, la británica Catherine Ashton, fue la última persona de occidente que visitó Gaza, que se encuentra bloqueada por Israel desde el año 2007, cuando Hamas ganó las elecciones en la Franja. Israel, tampoco ha permitido la entrada a Gaza por vía marítima, pues mantiene a la Franja aislada del mundo tanto por tierra como por mar. El pasado mes de mayo el Ejército israelí asaltó una flotilla humanitaria que llevaba toneladas de ayuda humanitaria a territorio palestino, en la que murieron nueve activistas turcos. Después, el pasado mes de junio, una Flotilla de origen libio intentó romper el bloqueo, pero Israel amenazó con violencia.

teleSUR-Efe-El país/yi - FC