terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

08 - CIDADANIA * Sem controvérsia

1919


*
2012

Não se contesta o alerta dos malefícios do alcool e do tabaco,
mas o fundamentalismo e o assalto à bolsa dos cidadãos.


Agosto de 2012.

08 - CIDADANIA * Controvérsia

Há muitas situações que resistem não pela sua bondade mas por nos termos habituado a elas, derivando desta habituação a sua permanência. Sabendo embora que provocarei controvérsia, haverá que agir com determinação e extirpá-las.
Na toponímia, encontramos algumas dessas situações. Há quem sustente que a substituição na toponímia corresponderá ao apagar da História. Discordo. A toponímia tem a finalidade de homenagear e só se homenageia quem merece. O objectivo da História é outro.
O Poder Político tem quase sempre a fraqueza de homenagear os seus correligionários, numa óbvia perspectiva de facção. Se é verdade, e a História atesta-o, que a vida socio-política é uma sucessão de facções no Poder, não é menos verdade que há figuras acima das facções. Há figuras de todos os tempos merecendo a nossa homenagem, ainda que, aqui e ali, possamos discordar do seu pensamento ou da sua acção.
Outras situações há de evidente inadequação, quer pela sua irrelevância relativa, quer por estranhas à nossa realidade concreta.
Além de figuras pacificamente aceites como nacionais ou internacionais, sustento que cada região (e até cada povoação, porque não?) terá o dever de homenagear a sua gente.
Porque assim entendo, é com mágoa que verifico a ausência de homenagem toponímica de figuras do Alentejo, do nosso concelho e de cada uma das suas freguesias.
Algumas dessas figuras, falecidas há muito, terão caído no esquecimento. Mau caminho é o da perda da memória!
Quero crer que os boletins municipais deveriam encarregar alguém para tanto habilitado de avivar a memória do colectivo, trazendo da penumbra dos tempos as figuras que, pela sua acção, mereçam ser recordadas colectivamente. E, depois desse trabalho, ser ponderada a homenagem toponímica.
Neste como em todos os demais trabalhos que subscrevo, limito-me a usar de um elementar direito de cidadania – o direito de ter e de exprimir opinião.
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
18 de Agosto de 2012.

12 - HISTÓRIA * Templários Portugueses


Do site Templários Portugueses transcrevo, com a devida vénia:

TERÇA-FEIRA, 31 DE JULHO DE 2012.
Santa Maria de "Foxes"
Na época da dita "reconquista", el-Rei D. Afonso I nosso Senhor e Irmão, estando em recuperação nas termas de Lafões por ter sido ferido com gravidade numa perna, declarou oficialmente que "de todo o território que ajudassem a conquistar a sul do Tejo, a terça parte seria propriedade dos Cavaleiros da Ordem do Templo".
Efectivamente algumas praças de guerra foram tomadas no Alentejo com a importante ajuda dos Templários Portugueses.
Em alguns lugares, bem dentro do território ocupado pelos muçulmanos, os Templários atreveram-se a criar uma ou outra Comenda apesar da instabilidade militar que essa ocupação representava.
Essas Comendas permaneceram secretas devido ao tipo de pactos estratégicos existentes entre o Monarca português (com seus Irmãos Templários) e alguns comandantes árabes envolvidos na actividade bélica da região.
Santa Maria de Foxes (lê-se fôches) foi uma dessas comendas secretas.
" O pequeno castelo árabe de Al-Batun com a sua mesquita dentro de muros e envolvido por largos fossos de protecção, foi ocupado por uma força Templária durante 5 anos sem que a sua arquitectura militar ou o seu lugar de culto muçulmano tivesse sido tocado ou alterado. A população árabe, em paz e harmonia, continuou a utilizá-los como se os Cavaleiros do Templo ali não estivessem aquartelados nas dependências mais humildes do castelo.
Ali cultivaram respeito e cortesia.
Ali criaram laços de amizade.
Quando os Templários se retiraram para norte por questões de estratégia administrativa, a população de lágrimas nos olhos disse ao comandante da milícia portuguesa: "Oxalá naõ foxeis".
Sentido, o Comendador Templário assentou no seu livro de guerra o nome da Comenda que deixava para trás com mágoa: "Santa Maria de Foxes".
Significado que pretendeu dar ao nome com a desculpa da presença dos "fossos" que rodeavam e protegiam o castelo mas que mal disfarçadamente deixava revelar o peso daquelas palavras; "Oxalá naõ foxeis".
Deus quisera que não tivésseis de partir...
Da presença da Comenda secreta de Santa Maria de Foxes, ou Foxem, hoje Viana do Alentejo, ficou apenas esta pedra, cabeceira de sepultura de um Cavaleiro Templário Português, adaptada a seteira e visível numa das muralhas reconstruídas do velho castelo árabe de Al-Batun.






Por alguma razão "obscura" estão hoje representados no brasão da Vila dois escudetes com a cruz Templária...

*
Devo informar que estive, há semanas, na Igreja Matriz, acompanhado do meu Amigo Pedro Lopes, licenciado em História. Este meu Amigo observou algumas pedras tumulares e, apontando para uma, disse-me que deveria ser de um cavaleiro templário. Ficámos perplexos, atendendo a que a Igreja data de finais do século XVI. Agora, pelo texto acima transcrito, estará clarificada a situação.
A minha gratidão ao site Templários Portugueses pelos dados aqui transcritos, relevantes para o conhecimento possível do nosso passado enquanto naturais desta vila.
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho

Agosto de 2012.


Em tempo:

آل باطوم (Al-Batun) = Os Campos

08 - CIDADANIA * Burocracia


Burocracia, palavra que nos vem do francês e que poderemos traduzir por força ou poder dos gabinetes. Chegamos lá desta forma: bureau(secretária, escritório, repartição, ministério, junta, estabelecimento público, em francês) e krateía (força, em grego).
Desde há muito, não sei precisar, a palavra burocracia ganhou o significado depreciativo de sistema de rotinas e formalismos de secretaria. Ousemos, de forma livre, entender a burocracia como um modo de agir desligado das múltiplas perspectivas de apreciação que uma realidade dada exige ou poderá exigir.
Algumas vezes, a burocracia cai em situações que poderemos, numa caricatura, definir como um pé ter de se adaptar à forma dum sapato e não, como é óbvio, o sapato ter uma forma adequada para esse mesmo pé. Todos nós, alguma vez, certamente, vivemos ou tivemos notícia deste absurdo.
Evidentemente que a burocracia, no significado corrente que lhe vimos dando, decorre não só da adopção da rotina como sistema de actuação como também da impreparação que encontra defesa nessa mesma rotina.
Já nos recordava Camões, em oportuno soneto, no século XVI:


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.


Quanto antecede, remete-nos para a urgência de quem governa dever estar sempre em permanente sintonia com as aspirações das populações; e se não puder ou não souber agir assim, colherá o fracasso da sua acção e o repúdio dos que quis governar.
Finalizando: se o Poder emana do Povo, como pode o Poder exercer a sua acção ignorando o Povo ou governando contra o Povo?
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho

15 de Agosto de 2012.

08 - CIDADANIA + Para meditar


Retirado, com a devida vénia, do blog escrevinhador, 
do meu amigo Fernando Torres.

08 - CIDADANIA * Os arrependidos


É-me sempre penoso ouvir ou ler os arrependidos.
Tenho o desprazer de conhecer alguns e algumas. Quem não os/as conhece, afinal? Destilam ódio quando falam ou escrevem, ódio de si mesmos, pois falam de um passado que assumidamente viveram. Obstinadamente, denigrem as causas que abraçaram e de que se afastaram ou de que foram afastados.
Comprazem-se em relatar episódios ou situações, mas sempre em condições de não poderem ser contraditados. Falam dos outros, esquecendo que ao tempo eram parte integrante desses outros, obviamente com as mesmas responsabilidades. E a denúncia não os absolve, se é que carece de absolvição o que dizem e/ou escrevem, desde que conforme com a veracidade e o rigor.
Claro que a praga dos arrependidos é de sempre. Como é de sempre o apetite conveniente por ouvi-los ou lê-los.
Outrossim é claro que grassa por aí um jornalismo que divulga ou dá voz aos arrependidos sem buscar a elementar comprovação do que permite seja propalado. E assim é conivente no lodaçal da delação.
É que a questão não passa pela denúncia. Passa sempre, evidentemente, pela queixa formal a quem de direito. Para tanto, bastará, ao que suponho saber, uma carta à Provedoria Geral da República ou à Polícia Judiciária. São estas Entidades Oficiais da República que averiguam as iniquidades e depois as remetem a Juízo.
Vivemos, desde a vitoriosa Revolução dos Cravos, num Estado de Direito.
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 10 de Agosto de 2012.

08 - CIDADANIA * Asnocracia


Diz quem sabe ter o Homem alcançado a posição de Rei da Criação devido à superior capacidade do seu intelecto. Também assim sempre entendi.
Daí ter ficado perplexo quando me chegou a imagem que divulgo.
Será esta foto a ilustração duma situação insólita e sem outras consequências que não a de provocar uns sorrisos complacentes?
Ou será que estamos chegando a uma etapa nova da História - a da implantação da Asnocracia?
Como se diz num jogo de azar, eu pago para ver...
Até sempre!

José-Augusto de Carvalho
Julho de 2012