Nas estradas e encruzilhadas da vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
08 - CIDADANIA * Se...
Se eu me apresentasse a sufrágio, três interrogações me colocaria:
1ª.- Serei eu um candidato esperado pelos meus concidadãos?
2ª.- O que esperarão de mim os meus concidadãos?
3ª.- O que poderei prometer (para cumprir) aos meus concidadãos?
Depois destas interrogações, outras três me colocaria:
1ª.- Que colectivo irei eu integrar?
2ª.- Quais os recursos disponíveis para ponderar o êxito da tarefa?
3ª.- Quais os recursos outros a desenvolver?
E depois destas, ainda mais cinco interrogações me colocaria:
1ª.- Que prioridades exige a população?
2ª.- Que necessidades mais urgentes a debelar?
3ª.- Como motivar a população para participar no seu bem-estar?
4ª.- Como motivar a população para o desenvolvimento da comunidade?
5ª.- Como motivar a população a participar na "res publica"?
Uma candidatura é um desafio. E desse desafio é parte maior a entrega sem limites ao dever de servir e de cumprir.
Uma candidatura pressupõe ainda a existência de um projecto, o qual determina, para além da gestão corrente, a criatividade, o desenvolvimento, o rigor na defesa da identidade colectiva e a superação do Presente rumo ao Futuro.
Assim seria se eu me apresentasse a sufrágio.
Será uma hipótese remota, mas a Vida ensina-nos a nunca dizer nunca. Hipótese seguramente remota porque nem eu luto por isso nem os meus concidadãos; mas esta realidade objectiva não poderá jamais impedir-me de expressar o que penso, hoje, e o objectivo por que me bateria.
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
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08 - CIDADANIA * Evocando Camões
Oxalá saibamos libertar o nosso
PoetaMaior
da angústia que levou para o
túmulo...
Não mais, Musa, não mais a lira que
tenho
Destemperada e a voz enlouquecida.
E não do canto, mas de
ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com
que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está
metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil
tristeza.
Luís Vaz de Camões
(Os Lusíadas,
Canto X, 145).
publicado por Do-verbo às 17:21
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
08 - CIDADANIA * Considerações cívicas
Na minha modesta intervenção cívica, sempre me inseri na força do colectivo, bem ciente da verdade que encerra a parábola dos vimes.
Acredito na decisão que decorre do confronto das perspectivas várias que se nos deparam quando analisamos um problema e buscamos solucioná-lo racionalmente.
Muitas vezes, foi vencida a perspectiva que apresentei; algumas vezes, saiu vencedora. Nada de importante, porque estava em causa encontrar uma solução e não a alimentação estreita de um qualquer ego igualmente estreito.
Ultrapassei barreiras, algumas com a satisfação do dever cumprido; outras com a recusa de enveredar por caminhos que não são nem nunca foram os meus.
Hoje, remetido ao meu cantinho doméstico, vejo com apreensão o presente e o futuro, tal como vi apreensivamente o passado mais ou menos recente. Muito se poderia ter feito e não se fez; muito há a fazer e não consigo vislumbrar condições para cooperar.
Hoje, campeia a presunção de vencer eleições. Para quê? A resposta das populações é visível no seu desencanto e no seu afastamento da res publica. Mais, bastará atentar no partido das abstenções e no partido dos votos em branco e dos votos nulos, ambos em crescimento preocupante.
Onde as propostas construtivas e credíveis para erguer colectivamente uma estrutura social sustentada e sustentável e com as garantias possíveis de progressão quantitativa e qualitativa?
Onde a recusa de rendas e prebendas ao arrepio duma situação deplorável de baixos rendimentos, de carências sociais degradantes?
Onde as acções supletivas, privilegiando o fundamental e preterindo o acessório?
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
12 de Novembro 2012
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08 - CIDADANIA * A nossa vida
Falando da vida que nos impõem, não da vida que gostaríamos de ter e não soubemos escolher.
Foto utilizada com a devida
vénia de Produções HUMORDATRETA
Convém que o povo não perceba o sistema bancário e monetário, pois, se percebesse, acredito que haveria uma revolução antes de amanhã de manhã.
Henry Ford - 1922
E tudo isto depois de tantos alertas, dos quais cito este, de 1922. E H.F. bem sabia do que falava!
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
21 de Outubro de 2012.
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08 - CIDADANIA * O Povo é quem mais ordena!
Lisboa, 29 de Setembro de 2012.
O inesquecível José Afonso está presente no título deste registo e na sua emblemática canção «Grândola, Vila Morena», cantada pelos manifestantes durante mais esta impressionante jornada de luta e de afirmação de cidadania.
*
José-Augusto de Carvalho
30 de Setembro de 2012
Foto
retirada, com a devida vénia, do jornal francês Le Monde, de 30.9.2012
O inesquecível José Afonso está presente no título deste registo e na sua emblemática canção «Grândola, Vila Morena», cantada pelos manifestantes durante mais esta impressionante jornada de luta e de afirmação de cidadania.
*
José-Augusto de Carvalho
30 de Setembro de 2012
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