quinta-feira, 25 de junho de 2015

10 - JORNAL DE PAREDE * Liberdade e cidadania

BLOGUE LIBERDADE E CIDADANIA


QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2015


UMA (A) OBRA DE ABRIL, em 25 ABRIL 2015:PASSADO DE ORGULHO E HONRA-FUTURO!


LANÇAMENTO EM ALMADA DO LIVRO DE MARIA JOSÉ MAURÍCIO -

“Memória e Vida em Tempos de Abril. Estórias de Liberdade e de Libertação”.



Em tarde de Verão, quente e luminosa, a sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, em Almada, acolhia o lançamento do livro anunciado. Despida de ornamento interior, abria-se com ampla varanda à bela vista panorâmica sobre o rasgo do Tejo junto ao Alfeite e, sobranceira ao jardim fronteiro, acolhia os braços erguidos de mãos espalmadas, esculpidos pela arte de Jorge Vieira, num clamor de liberdade em ascenso infinito.



    Ali confluíram familiares, amigos, pessoas interessadas nestes eventos que, em salutar confraternização, acolheram a autora e o seu livro, agora lançado a público.

    Dele falou o editor das Edições Colibri, Dr. Fernando Mão de Ferro, esclarecendo o acolhimento da editora em publicar a obra que representa um contributo ao conhecimento da nossa História recente, nomeadamente, em relação à Revolução de 25 de Abril.

    Nessa perspectiva, se enquadrou, também, a intervenção do Capitão de Abril, Andrade da Silva, que esclareceu muitos aspectos históricos ligados à Revolução, desmistificando determinados clichés, como o PREC- Processo Revolucionário em Curso -, e salientando que a Revolução transformadora foi a que ele, enquanto oficial do MFA e às ordens deste, defendeu ao lado dos assalariados agrícolas do Alentejo quando os mesmos construíam a Reforma Agrária.

   Seguidamente, Miguel Urbano Rodrigues referiu que, estando afastado, desde há algum tempo, de actividades públicas, abriu uma excepção para apresentar este livro, salientado que “O belo livro de Maria José Maurício aponta o caminho percorrido pela geração – repito – que tornou possível a Revolução de 25 de Abril.” E, no final da sua intervenção, refere-se a ela dizendo: “O teu livro, memória da resistência ao fascismo, lembra-nos que Abril nasceu da luta, do desafio vitorioso ao impossível aparente”.

    Quanto à autora, profundamente comovida com a expressiva manifestação de amizade e solidariedade, falou da motivação que a levou a escrever o livro: dar a conhecer espectos significativos da luta antifascista e anticolonialista; enaltecer a gesta heróica dos militares do MFA e da aliança com o Povo para que o 25 de Abril triunfasse; revelar como se teciam as relações de poder e das contradições que enformam entre os protagonistas da História, em tempo de Revolução, em 1974/75.

    Ao mesmo tempo, falou do desejo de que este seu livro seja conhecido pelos jovens como uma homenagem à luta das gerações dos seus pais e avós, pela liberdade e pela democracia. Por fim, referiu-se ao labor continuado em acção consciente e interventivo na sociedade - de que este livro é uma “peça”- e, consequentemente, um instrumento pedagógico para a formação para a cidadania, considerando a função que a literatura de ficção pode e deve desempenhar no plano da Cultura de um Povo.

   Por último, tomou a palavra o Sr. Presidente do Município de Almada, que acolheu com todo o carinho o evento realizado, manifestando o profundo apreço pela obra, pela autora, pelos presentes; realçando o carácter pedagógico da obra e das palavras inscritas que indicam sentidos, reafirmando o apoio do Município para continuar a sua divulgação.



Um dia que se fechou com alegria, um livro que se abre a leituras sobre memória e vida do Povo, em tempos que são de luta continuada para cumprir Abril.







PS: O livro está à venda:
Nas livrarias Colibri – Faculdade Ciências Sociais e Humanas, Av. De Berna, 26 C – Lisboa
Faculdade de Letras de Lisboa, Alameda da Universidade – Lisboa



Na Casa do Alentejo – Rua das Portas de Stº. Antão, 58 - Lisboa



domingo, 22 de fevereiro de 2015

08 - CIDADANIA * Montemaior





Nós somos, por condição,

todos de Montemaior!

Aqui, dizemos que não

a quem renuncie ou chore.



Somos de Montemaior

e, com olhos de quem vê,

conhecemos o porquê

de quem nos negue ou ignore.



Conjugámos, clandestinos,

o verbo da identidade,

quando havia outros destinos

recusando a claridade.



Se não libertos dos amos,

em que liberdade estamos?






José-Augusto de Carvalho
Recuperando textos antigos
Alentejo, 22 de Fevereiro de 2015.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

10 - JORNAL DE PAREDE * A Revolução dos Cravos, sempre!

Do meu muito estimado Amigo Coronel Andrade da Silva chegou-me o texto abaixo. E porque está e estará sempre presente em mim a admiração, o reconhecimento e apreço pelos homens que corajosamente tudo deram pela Pátria e pelo Povo, associo-me à homenagem do meu Amigo Andrade da Silva. 







“Ao seu filho, esposa e aos seus/nossos camaradas e amigos. No dia do aniversário do seu filho.”


É meu/nosso dever dar a conhecer quanto o General Fabião apoiou os movimentos sociais Alentejanos, nomeadamente, o meu comportamento no que teve de mais genuíno, como consta dos autos no Conselho Superior de Disciplina do Exército, em que contrariou infundadas acusações de ser eu um oficial incomandável, obviamente, que por alguns, claro, como, Fabião demonstrou; mas também nas visitas que me fez à prisão; no modo como me defendeu no 3ª. Tribunal Militar; no modo como me recebeu na sua casa, e, de um modo muito significativo, como me convidou para participar na reunião realizada na sua casa, pós 25 de Novembro 75, para sugerir a Otelo que se mantivesse como um símbolo claro de Abril. Infelizmente, Otelo não os/nos ouviu.

Também devo referir a sua indignação nas assembleias do MFA, em que dizia que seria preciso desenterrar Salazar para julgar o Salazarismo: nesta tarefa, Abril falhou, completamente.

E, ainda, devo mencionar, porque outros que com ele estiveram mo disseram: Carlos Fabião também foi um capitão de muita coragem na Guiné, o que significa poupar vidas aos militares que comandou.

Carlos Fabião, um grande capitão-general de Abril, sempre presente!

Um grande Homem e um nobre Português.

Nunca o esquecerei (nunca o esqueceremos) e a sua grande nobreza de ouvir um tenente, com 25/26 anos de idade e sete/oito de profissão.

General Carlos Fabião - PRESENTE!



andrade da silva


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

07 - B R A S I L * Josué de Castro


Josué de Castro * Médico e pesquisador brasileiro


Josué de Castro (1908-1974) foi médico, pesquisador e professor brasileiro. Pesquisou os problemas da fome e da miséria no Brasil. Realizou conferências e estudos sobre a fome em vários países. Foi professor em diversas universidades no Brasil e da Universidade de Vincennes, na França.

Josué de Castro (1908-1974) nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 5 de setembro de 1908. Filho de Manoel Apolônio de Castro, proprietário de terras, e de Josepha Carneiro de Castro, professora, de família de classe média vinda do sertão do Estado. Fez seus primeiros estudos em casa, com sua mãe. Foi aluno do Colégio Carneiro Leão e depois ingressou no Ginásio Pernambucano. Foi para o Rio de Janeiro estudar Medicina na Faculdade Nacional de Medicina do Brasil, onde permaneceu durante seis anos.

Em 1929, já formado, volta para o Recife, preocupado com as condições de saúde da população. Encontrou a cidade num período de agitação política pela campanha da Aliança Liberal e pela Revolução de 30. Manteve-se longe da militância político-partidária. Desenvolveu trabalhos de pesquisas em problemas ligados à alimentação e habitação, em diversos bairros operários da capital pernambucana.

Seus estudos o levaram a descobrir que a fome era uma verdadeira catástrofe social. Era contra a afirmação de alguns estudos que admitiam que a fome era decorrente das condições físicas, climáticas e étnicas. Concluiu que o desnível social resultava das estruturas econômicas e sociais impostas no período colonial e mantidas nos períodos Imperial e Republicano. Em 1932, escreveu o livro "Condições de Vida das Classes Operárias do Recife". Era professor de Fisiologia na Faculdade de Medicina do Recife.

Após a Revolta Comunista de 1935, Josué transferiu-se para o Rio de janeiro, lecionou Antropologia na Universidade do Distrito Federal e realizou trabalhos em missões do governo federal. Em 1936, publicou o livro "Alimentação e Raça". Em 1939, é convidado oficial do governo italiano para realizar conferências nas universidades de Roma e de Nápoles, sobre "Os Problemas de Aclimatação Humana nos Trópicos.

Josué de Castro passou a trabalhar, a partir de 1940, no Serviço de Alimentação e de Previdência Social (SAPS), e fundou a Sociedade Brasileira de Alimentação. Foi convidado oficial de vários países para estudar os problemas de alimentação e nutrição, esteve na Argentina em 1942; Estados Unidos, em 1943; República Dominicana e México, em 1945 e França em 1947.

Em 1946, publicou o livro "Geografia da Fome". Em 1951, Josué foi eleito presidente do Conselho da Food and Agricultural Organization (FAO), passando a viajar por vários países e visualizar os problemas da fome, sobretudo nos países sub-desenvolvidos. Suas idéias foram publicadas no livro "Geopolítica da Fome", em 1952.

Josué de Castro foi deputado federal por Pernambuco, pelo Partido Trabalhista Brasileiro, de 1954 a 1958 e de 1958 a 1962. Nesse último ano, foi designado embaixador do Brasil na Conferência Internacional de desenvolvimento, em Genebra, na Suíça. Em 1964, o presidente João Goulart foi deposto por um golpe militar, e Josué teve seus direitos cassados, perdendo o cargo de embaixador.

Exilado, transferiu-se para Paris, onde foi nomeado professor de Geografia da Universidade de Vincennes, onde desenvolveu pesquisas e viajou para diversos países da Europa, África e América Latina, que procuravam seu apoio.

Josué de Castro morreu em Paris, no dia 24 de setembro de 1974.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

20 - CORREIO * Informação



Estimados leitores:

Neste espaço ora criado serão publicados textos meus e alheios que sejam estranhos às demais etiquetas deste espaço que é «vivo e desnudo».

Os meus cumprimentos.

José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 29 de Dezembro de 2014.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

02 - POESIA VIVA * Nosso Tempo




Nosso Tempo

I
Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.

Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.

II
Esse é tempo de divisas,
tempo de gente cortada.
De mãos viajando sem braços,
obscenos gestos avulsos.

Mudou-se a rua da infância.
E o vestido vermelho
vermelho
cobre a nudez do amor,
ao relento, no vale.

Símbolos obscuros se multiplicam.
Guerra, verdade, flores?
Dos laboratórios platônicos mobilizados
vem um sopro que cresta as faces
e dissipa, na praia, as palavras.

A escuridão estende-se mas não elimina
o sucedâneo da estrela nas mãos.
Certas partes de nós como brilham! São unhas,
anéis, pérolas, cigarros, lanternas,
são partes mais íntimas,
e pulsação, o ofego,
e o ar da noite é o estritamente necessário
para continuar, e continuamos.

III
E continuamos. É tempo de muletas.
Tempo de mortos faladores
e velhas paralíticas, nostálgicas de bailado,
mas ainda é tempo de viver e contar.
Certas histórias não se perderam.
Conheço bem esta casa,
pela direita entra-se, pela esquerda sobe-se,
a sala grande conduz a quartos terríveis,
como o do enterro que não foi feito, do corpo esquecido na mesa,
conduz à copa de frutas ácidas,
ao claro jardim central, à água
que goteja e segreda
o incesto, a bênção, a partida,
conduz às celas fechadas, que contêm:
papéis?
crimes?
moedas?

Ó conta, velha preta, ó jornalista, poeta, pequeno historiados urbano,
ó surdo-mudo, depositário de meus desfalecimentos, abre-te e conta,
moça presa na memória, velho aleijado, baratas dos arquivos, portas rangentes, solidão e asco,
pessoas e coisas enigmáticas, contai;
capa de poeira dos pianos desmantelados, contai;
velhos selos do imperador, aparelhos de porcelana partidos, contai;
ossos na rua, fragmentos de jornal, colchetes no chão da
costureira, luto no braço, pombas, cães errantes, animais caçados, contai.
Tudo tão difícil depois que vos calastes...
E muitos de vós nunca se abriram.

IV
É tempo de meio silêncio,
de boca gelada e murmúrio,
palavra indireta, aviso
na esquina. Tempo de cinco sentidos
num só. O espião janta conosco.

É tempo de cortinas pardas,
de céu neutro, política
na maçã, no santo, no gozo,
amor e desamor, cólera
branda, gim com água tônica,
olhos pintados,
dentes de vidro,
grotesca língua torcida.
A isso chamamos: balanço.

No beco,
apenas um muro,
sobre ele a polícia.
No céu da propaganda
aves anunciam
a glória.
No quarto,
irrisão e três colarinhos sujos.

V
Escuta a hora formidável do almoço
na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se.
As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas.
Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos!
Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa,
olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso.
Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida,
mais tarde será o de amor.

Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem.
O esplêndido negócio insinua-se no tráfego.
Multidões que o cruzam não vêem. É sem cor e sem cheiro.
Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul,
vem na areia, no telefone, na batalha de aviões,
toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem.

Escuta a hora espandongada da volta.
Homem depois de homem, mulher, criança, homem,
roupa, cigarro, chapéu, roupa, roupa, roupa,
homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem,
imaginam esperar qualquer coisa,
e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-se,
últimos servos do negócio, imaginam voltar para casa,
já noite, entre muros apagados, numa suposta cidade, imaginam.
Escuta a pequena hora noturna de compensação, leituras, apelo ao cassino, passeio na praia,
o corpo ao lado do corpo, afinal distendido,
com as calças despido o incômodo pensamento de escravo,
escuta o corpo ranger, enlaçar, refluir,
errar em objetos remotos e, sob eles soterrados sem dor,
confiar-se ao que bem me importa
do sono.

Escuta o horrível emprego do dia
em todos os países de fala humana,
a falsificação das palavras pingando nos jornais,
o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,
os bancos triturando suavemente o pescoço do açúcar,
a constelação das formigas e usurários,
a má poesia, o mau romance,
os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,
o homem feio, de mortal feiúra,
passeando de bote
num sinistro crepúsculo de sábado.

VI
Nos porões da família
orquídeas e opções
de compra e desquite.
A gravidez elétrica
já não traz delíquios.
Crianças alérgicas
trocam-se; reformam-se.
Há uma implacável
guerra às baratas.
Contam-se histórias
por correspondência.
A mesa reúne
um copo, uma faca,
e a cama devora
tua solidão.
Salva-se a honra
e a herança do gado.

VII
Ou não se salva, e é o mesmo. Há soluções, há bálsamos
para cada hora e dor. Há fortes bálsamos,
dores de classe, de sangrenta fúria
e plácido rosto. E há mínimos
bálsamos, recalcadas dores ignóbeis,
lesões que nenhum governo autoriza,
não obstante doem,
melancolias insubornáveis,
ira, reprovação, desgosto
desse chapéu velho, da rua lodosa, do Estado.
Há o pranto no teatro,
no palco ? no público ? nas poltronas ?
há sobretudo o pranto no teatro,
já tarde, já confuso,
ele embacia as luzes, se engolfa no linóleo,
vai minar nos armazéns, nos becos coloniais onde passeiam ratos noturnos,
vai molhar, na roça madura, o milho ondulante,
e secar ao sol, em poça amarga.
E dentro do pranto minha face trocista,
meu olho que ri e despreza,
minha repugnância total por vosso lirismo deteriorado,
que polui a essência mesma dos diamantes.

VIII
O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
prometa ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta
um verme.


Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

10 - JORNAL DE PAREDE * Ah, velho Esopo!...


A rã e o escorpião

Uma rã estava à beira de um rio quando um escorpião lhe pediu que o deixasse ir nas suas costas para a outra margem do rio.
- És doido! – diz-lhe  – ferras-me o teu veneno e matas-me!
- Ora, não tenhas medo. Evidentemente que se te matasse também morreria – argumentou o escorpião.
- E como que é que eu vou saber que não me vais matar quando atingirmos a outra margem? – perguntou a rã.
- Ora, ora… quando chegarmos ao outro lado eu estarei tão agradecido pela tua ajuda que não te vou pagar esta gentileza com a morte.
Os argumentos do escorpião até eram lógicos. A rã pensou, pensou e decidiu aceder.
O escorpião acomodou-se nas costas macias da rã e começaram a travessia.
A meio da travessia do rio o escorpião ferra o veneno na rã, que começa a desfalecer.
- Seu tolo – gritou a rã – agora vamos os dois morrer! Porque fizeste isto?
- Desculpa, mas não pude evitar. Esta é a minha natureza.

Moral da história – Por mais que se tente evitar, mais cedo ou mais tarde, cada um acaba por revelar a sua natureza.

Fábula de Esopo