quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

02 - POESIA VIVA * Ousadia



TEMPO DE SORTILÉGIO 

Ousadia 




A memória rompeu o negrume 

e chegou com as vestes do mito. 

É História nas lendas que assume 

um Passado a querer-se interdito. 



São imagens dos tempos perdidos? 

São palavras ou ecos vadios 

que martelam os nossos ouvidos, 

alta noite, a carpir desvarios? 



Somos isto: um alforge pesado, 

carregado de angústias e medos 

ou a herança do Pégaso alado 

que cantaram os velhos aedos? 



Que com Pégaso ousemos os astros 

e os vindouros nos sigam os rastros!... 





José-Augusto de Carvalho 
Alentejo, 13 de Fevereiro de 2018. 

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