sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

10 - JORNAL DE PAREDE * A Revolução dos Cravos, sempre!

Do meu muito estimado Amigo Coronel Andrade da Silva chegou-me o texto abaixo. E porque está e estará sempre presente em mim a admiração, o reconhecimento e apreço pelos homens que corajosamente tudo deram pela Pátria e pelo Povo, associo-me à homenagem do meu Amigo Andrade da Silva. 







“Ao seu filho, esposa e aos seus/nossos camaradas e amigos. No dia do aniversário do seu filho.”


É meu/nosso dever dar a conhecer quanto o General Fabião apoiou os movimentos sociais Alentejanos, nomeadamente, o meu comportamento no que teve de mais genuíno, como consta dos autos no Conselho Superior de Disciplina do Exército, em que contrariou infundadas acusações de ser eu um oficial incomandável, obviamente, que por alguns, claro, como, Fabião demonstrou; mas também nas visitas que me fez à prisão; no modo como me defendeu no 3ª. Tribunal Militar; no modo como me recebeu na sua casa, e, de um modo muito significativo, como me convidou para participar na reunião realizada na sua casa, pós 25 de Novembro 75, para sugerir a Otelo que se mantivesse como um símbolo claro de Abril. Infelizmente, Otelo não os/nos ouviu.

Também devo referir a sua indignação nas assembleias do MFA, em que dizia que seria preciso desenterrar Salazar para julgar o Salazarismo: nesta tarefa, Abril falhou, completamente.

E, ainda, devo mencionar, porque outros que com ele estiveram mo disseram: Carlos Fabião também foi um capitão de muita coragem na Guiné, o que significa poupar vidas aos militares que comandou.

Carlos Fabião, um grande capitão-general de Abril, sempre presente!

Um grande Homem e um nobre Português.

Nunca o esquecerei (nunca o esqueceremos) e a sua grande nobreza de ouvir um tenente, com 25/26 anos de idade e sete/oito de profissão.

General Carlos Fabião - PRESENTE!



andrade da silva