terça-feira, 14 de outubro de 2014

05 - REFLEXÕES * Poder


«Conquistar o Poder é fácil; difícil é conservá-lo.»



Talvez seja oportuno debruçarmo-nos sobre o alcance desta frase tão usada na dita Ciência Política: «Conquistar o Poder é fácil; difícil é conservá-lo.»

Situemos a frase no âmbito democrático, para evitarmos derivas armadas.

Posto isto, ficará claro que quem concorre num acto eleitoral, conquistará o poder se ganhar a eleição.

Situada a questão, outra se levanta: por que será difícil conservar o Poder obtido no acto eleitoral?

Aqui, teremos de meditar: que motivo ou motivos poderão levar os cidadãos a alterar o seu sentido de voto, isto é, a votarem noutro candidato, em eleições futuras.

Excluindo questões de alienação ou de caciquismo, o eleitorado terá aceitado como razoáveis as propostas do candidato, daí delegar nele a responsabilidade da condução do destino colectivo ou de qualquer outro que esteja em causa.

Ora, chegado o tempo de novo acto eleitoral, os cidadãos, avaliado o trabalho do eleito, decidirão de novo. Se a avaliação for positiva, será muito provável que optem pela reeleição; se for negativa, haverá fortes possibilidades de optarem pela mudança.

De forma simples e esquemática, será assim.

Optei por colocar a questão com simplicidade porque determina a sabedoria e a experiência que sempre se deve partir do simples para o complexo. Parece-me isto tão certo quanto é certo que se faz uma casa partindo dos alicerces para o telhado e nunca o inverso.

Sei, naturalmente, que o tema deste registo é do conhecimento geral. Se me propus falar dele foi por ter sérias dúvidas de que os meus concidadãos o tenham sempre presente, designadamente em períodos eleitorais.

Convirá esclarecer que não estou querendo «ensinar o Pai-nosso ao cura». Aqui, apenas crio oportunidades para «falar» com os meus concidadãos que fazem o favor de me ler.

Até sempre!

Cordialmente,

Gabriel de Fochem
13 de Outubro de 2014.

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