terça-feira, 3 de abril de 2012

08 - CIDADANIA * Do Castelo a São João

Supomos saber que a rua principal de Viana será a actual Rua Cândido dos Reis, rua que ligava o Castelo (o poder político vigente) à Igreja (o poder religioso vigente) existente no local onde hoje encontramos a Escola Primária de São João. Seria certamente a rua directa, directa que, por corruptela, viria a dar direita. Ainda, em muitas povoações, perdura a rua direita.
Seria mais avisado designá-la por Rua de D. Dinis, homenageando o monarca a quem Viana muito terá ficado devendo, mas os senhores da política usam de razões que temos dificuldade em entender e aceitar como razoáveis.
A Praça da República, excelente nome!, se atendermos a que deriva de res publica, que significa coisa pública, situa-se à esquerda da rua supracitada, considerando o sentido Castelo - antiga Igreja.
Como terá sido desde recuados tempos, conviria que a rua e a praça tivessem mantido o piso empedrado (calçada). Também mal-avisado terá andado quem determinou o piso actual e o asfalto. Parece que, finalmente, teremos, para breve, o regresso desse antigo piso empedrado. Aplaudimos a ideia.
Outra situação a rever existe – a do trânsito. Parece-nos que a rua e a praça deveriam ser de uso exclusivo de peões, proporcionando a todos nós um passeio público na zona nobre da vila.
Na praça, as árvores existentes, atendendo à desarmonia que provocam, devido às suas dimensões, deveriam ser substituídas; e não só pelo motivo indicado mas, também, porque afectam a estátua, em boa hora erigida a António Isidoro de Sousa.
Evidentemente que a estátua não é apenas afectada pelas árvores de exagerada dimensão para a área da praça; também as crianças que nela se empoleiram afectam a sua dignidade. Talvez um pequeno lago no espaço circular existente evitasse a irreverência infantil. E, porque não, desse mesmo lago partindo um ou diversos focos luminosos para que, durante a noite, a estátua ficasse bem visível?
Finalmente (?), para quando a remoção do fio eléctrico distendido desde o edifício da Repartição de Finanças ao edifício da Câmara dita velha, do qual pende uma solitária lâmpada sobre o tabuleiro da praça? Não sabemos a quem se deve tão canhestra ideia. Aqui ficam o reparo e a censura a quem teve a ideia e também a quem a perpetua.
Até sempre!

José-Augusto de Carvalho
Viana, 3 de Abril de 2012.

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