domingo, 7 de outubro de 2007

06 - ROMANCEIROS * Inquietação




Procuro em cada verso o verbo raro
que dá ao Belo , exacta, a dimensão .
E vou e retrocedo, e nunca paro,
porque à vulgaridade digo não .


Que o Belo ganhe as formas apolíneas
e dê sentido e luz e cor à Vida!
Que seja a força contra as ignomínias ,
sangrando embora em cada arremetida.



A fome sabe à raiva que desperta
caminhos que há em mim adormecidos.
É como um grito lúcido de alerta
da tumba erguendo os mártires traídos.



E um baile de recorte tão dantesco
assombra o chão de nós a vegetar ...
Além , daquele já delido fresco ,
eu quero a bela Daphne por meu par...





José-Augusto de Carvalho
6 de Outubro de 2007

Viana do Alentejo * Évora * Portugal

1 comentário:

Mary disse...

Vim pelos "pelos Tempos do Verbo"...
Cheguei aqui,já passado o Verão!!
(Alem do Horizonte ou em Palavras soltas...)

Cada um do seu jeito lê/escreve a poesia que brota dos dedos, frutos de rasgar d'Alma...

Desse Verbo Raro...
Um Passo de Dança no rodopiar da Vida - Amar a Vida, Sempre!

Lutar pelo que acreditamos também continua a valer a pena embora quantas vezes sejamos tentados a duvidar.
(Que a poesia é uma arma,,,)

Voltarei!

Att,
Um Abraço,

Maria Jose