terça-feira, 10 de janeiro de 2012

06 - ROMANCEIRO * O grito



Aqui chegado, páro.


É tempo de balanço.


Se pródigo não fui, também não fui avaro.


E, agora, como avanço?



No velho cais, resiste


a lusa lenda alada, antiga doutras eras.


Não só o fado triste


chorando a perdição de mortas primaveras.





No velho cais, existe


o grito que ficou e a pedra glorifica.


O grito desta voz que viva não desiste


e nem rendida fica.






 

José-Augusto de Carvalho

9 de Janeiro de 2012.

Viana*Évora*Portugal

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