Nas estradas e encruzilhadas da vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

06 - ROMANCEIRO * Amargura



São os campos imensos,

sem suor e sem pão...


São os músculos tensos,


tensos, tensos em vão...



São tão rudes e densos


estes campos de estevas!


São tão negros os lenços


de miséria e de trevas!



São inúteis os dias,


mortos de desencanto,


a gritar agonias


em sepulcros de espanto...



Amargurada terra,


quem de ti te desterra?




José-Augusto de Carvalho
Viana, 30 de Abril de 1998.

1 comentário:

Anónimo disse...

Oi amigo,
Enviei-te hoje uma poesia, mas não sei se o endereço está correto; caso não a receba escreva-me passando o novo e-mail. beijos da amiga.
IMACULADA CATARINA (KYRIADALUA)