sexta-feira, 23 de setembro de 2016

02 - POESIA VIVA * Do verbo




Saber!... e levo a vida a conjugar

o verbo encadeado nos seus tempos…



Confunde-me o presente afirmativo,

duma falaz jactância impertinente…



Diverte-me o pretérito insolente,

dourando as ignorâncias atrevidas…



Agrada-me o futuro na vontade,

de uma indulgência cúmplice e longínqua…



Detesto o autoritário imperativo,

explícito ordenado na desordem…

(… quando temor que baste já eu sofro

tentando conjugar em vão o verbo,)



Serei a vida inteira um aprendiz…

Benditos sejam os supostos mestres!





José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 14 de Abril de 1997
Alentejo, 23 de Setembro de 2016.

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