sexta-feira, 14 de setembro de 2007

05 - REFLEXÕES * Poder Local



Como o tempo passa! Estou envelhecendo. Ainda me parece que foi ontem o tempo em que os senhores do Poder Local eram designados pela estrutura da União Nacional local ao Governador Civil do Distrito e este solicitava a sua nomeação ao Ministro do Interior! Vivia-se o tempo da castração e do marasmo. Há histórias deste tempo por contar.


Com a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, o Estado Novo foi apeado. E o povo pôde escolher os seus representantes livremente. E assim continuamos. Surgiu, então, um Poder Local polícromo, ao sabor das cores das bandeiras partidárias da preferência das populações.


Era de supor que as políticas desenvolvidas fossem conformes à coloração, num confronto saudável de propostas e perspectivas diversas. O tempo encarregou-se de demonstrar que nem sempre foi alcançada a competência no desempenho e no cumprimento do prometido.


Para além dos deveres básicos, comuns a qualquer coloração, o desencanto das populações é mais vincado no incumprimento das propostas de carácter ideológico. E esta afirmação é confirmada pela sentença popular muito em voga: «eles são todos iguais». E aqui chegamos a uma situação perigosa. É que não basta rejeitar a sentença popular. É urgente convencer as populações de que estão erradas, mas com acções determinadas e determinantes.


Objectivamente, a acção duma autarquia tem de corresponder à matriz ideológica da sua força política dominante, a fim de demonstrar a justeza da sua proposta e justificar o apoio recebido no sufrágio.


No Ensino, na Cultura, na Saúde, no Trabalho, no Lazer, etc., são diferentes os caminhos ideológicos propostos pelos Partidos Políticos.


Esperemos.

Gabriel de Fochem


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